Quem sou eu

Tatuí, São Paulo, Brazil
Bom...eu me chamo Alberto, sou violonista, trabalho há alguns anos como professor de violão. Atualmente estou trabalhando e conhecendo uma nova área dentro da música, que é a de iniciação musical. Sou uma pessoa que tem a vida muito ligada à música, pois quando não estou dando aula (de música), certamente estou me divertindo, tocando!!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O Papel da inclusão digital no processo educativo.

O processo de informatização dos segmentos apesar de crescer de uma forma vertiginosa, ainda se da de maneira desigual e de certa forma, desordenadamente.
Antes de falarmos de inclusão digital, creio que seja importante falar sobre o processo de como se trabalha com informática e eletrônicos.
É curioso, nos tempos atuais vermos crianças que pegam um aparelho de telefone celular e exploram com facilidade todas as funções e sabem todos os caminhos de um pequeno aparelho; e por outro lado vermos pessoas de meia idade e idosos sofrendo em filas de bancos brigando para entender os caixas eletrônicos.
Há tempos, a pessoa alfabetizada era a pessoa que conseguia ler , escrever , e num outro aspecto entender um livro ou um artigo após a sua leitura.
Hoje, parece que isso mudou um pouco, pois se a pessoa não tiver uma boa noção de informática, é quase como se fosse um analfabeto.
A infoinclusão acaba sendo algo novo principalmente, no ambiente educacional.
As escolas, ou seja os professores, diretores e que conduz o caminho do aprendizado, ainda não estão totalmente “alfabetizados” na linguagem da informática e isso já é um complicador no processo de inclusão digital nas escolas.
Antes de tudo, creio que políticas de inclusão devem ser feitas. Algumas já estão acontecendo pois programas como o Acessa São Paulo, acabam dando oportunidade de navegar e conhecer a rede mundial de computadores, a quem não poderia acessá-la por questões financeiras.
Mas, ainda continua a questão da necessidade uma info-alfabetização em massa.
Creio que falando ao nível de Brasil, um país que não erradicou o analfabetismo na sua forma mais simples, aquela de fazer o cidadão saber escrever o seu nome e de ler algo básico e trabalhar com as quatro operações da matemática, falar em letramento digital é algo paradoxal.
Analisando ainda a questão da inclusão, é interessante a proliferação das lan houses, casa de uso onde se faz uso de computadores comunitários.
Se fizermos uma associação, esses ambientes podem ser associados às bibliotecas.
Com uma pequena ressalva, as bibliotecas não Têm a metade do movimento de uma lan.
Talvez, a nova geração já cresça com a linguagem digital e isso torne mais fácil a sua compreensão, mas ainda causando um certo choque com padrões tradicionais de educação, como por exemplo, a criança não sabe escrever uma frase simples com quatro palavras, mas consegue entender e trabalhar com um programa de jogos no computador, ou sabe acessar sites, selecionar e salvar arquivos num computador.
Eis, uma questão complexa!!
Hoje concursos públicos, exigem conhecimentos em informática, algo que para muitos que não são muito novos de faixa etária, é um desafio.
Como disse anteriormente, lugares de acesso público à internet, proporcionados pelos orgãos governamentais, onde além de acessos à rede, tivessem cursos para a população de maneira geral, seria uma grande forma de inclusão social digital.
Quero dizer algo sobre a informatização no ensino de música.
É uma grande progressão sem dúvida, mas não podemos esquecer que música tem muito a ver com contato, com vivência e com prática acima de tudo, e não podemos pensar que a toda a praticidade da informática irá fazer por nós, e esquecermos de que a informatização é apenas um auxílio e não uma substituição de valores!!

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